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Igor Gadelha

O cálculo de Lula antes de indicar um economista do PT para o BC

O ministro Fernando Haddad sugeriu a Lula o nome do economista Guilherme Mello, que é filiado ao PT, como indicação ao Banco Central (BC)

02/03/2026 15:06, atualizado 02/03/2026 15:42
Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Lula

O cenário conturbado enfrentado pelo governo no Senado passou a influenciar a decisão do presidente Lula sobre indicar o economista Guilherme Mello para uma diretoria do Banco Central (BC).

Atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e filiado ao PT desde a juventude, Mello teve seu nome sugerido a Lula para a autoridade monetária pelo ministro Fernando Haddad.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello
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Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello

Washington Costa/MF
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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Dirigentes do PT de Lula revelam cautela com relatoria de André Mendonça no caso Master
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Dirigentes do PT de Lula revelam cautela com relatoria de André Mendonça no caso Master

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O presidente, de acordo com axuiliares, tem feito cálculos políticos antes de bater o martelo. O principal aspecto levado em conta por Lula é a receptividade ao nome de Mello pelos senadores.

Segundo ministros do governo, Lula só pretende oficializar a indicação se tiver certeza de que o nome do economista será aprovado pelo Senado. O presidente não está disposto a ir para o tudo ou nada.

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A resistência ao economista do PT

O nome de Mello enfrenta forte resistência no mercado financeiro, em razão de suas posições heterodoxas. Nesse cenário, o Palácio do Planalto teme que a Faria Lima pressione os senadores a rejeitarem a indicação.

De acordo com assessores presidenciais, Lula não pode correr o risco de sofrer uma derrota no Senado, sobretudo em 2026, ano eleitoral. Por esse motivo, o presidente decidiu calcular bem os riscos.

Nas próximas semanas, a prioridade de Lula no Senado será garantir apoio para aprovar a indicação de Jorge Messias ao STF e para anular a quebra do sigilo de seu filho Lulinha na CPMI do INSS.

Com tantas batalhas a serem enfrentadas no Senado em um ano eleitoral, auxiliares presidenciais dizem que a indicação de Guilherme Mello para o Banco Central fica em segundo plano.