Igor Gadelha

Motta e Moraes voaram juntos dias antes de ministro arquivar inquérito

Presidente da Câmara, Hugo Motta esteve com o ministro Alexandre de Moraes em um voo de São Paulo para Brasília no dia 11 de maio

atualizado

metropoles.com

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Alexandre de Moraes STF e Deputado Hugo Motta - Metrópoles
1 de 1 Alexandre de Moraes STF e Deputado Hugo Motta - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-RJ), e o ministro do STF Alexandre de Moraes viajaram juntos em um voo oficial da FAB de São Paulo a Brasília, em 11 de maio.

A viagem ocorreu 10 dias antes de Moraes arquivar um inquérito contra Motta e outros três parlamentares sobre um caso de entrada de bagagens no Brasil sem fiscalização.

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Imagens do desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional
Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Imagens do desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional
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Imagens do desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional

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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF

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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF

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Na quinta-feira (21/5), o ministro do Supremo mandou arquivar a investigação sob argumento de que não há “indícios mínimos” de crime praticado por Motta e pelos outros parlamentares.

O inquérito foi aberto após suspeita de que um auditor fiscal permitiu a entrada de bagagens sem fiscalização por um tripulante do avião que trouxe os parlamentares da ilha caribenha de Saint Martin.

O voo foi feito em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG“. Ele é apontado como operador de plataformas de apostas ligadas ao chamado jogo do tigrinho.

Em parecer, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento em relação aos parlamentares, argumentando que não havia indício de participação deles em irregularidades.

A PGR ressaltou que as imagens mostram que os passageiros passaram normalmente pela fiscalização. O órgão também sustentou não haver evidências de ligação entre eles e as bagagens.

O voo de Motta e Moraes

O voo que levou Motta e Moraes partiu do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na segunda-feira (11/5), às 16h10 e pousou em Brasília às 17h40. Ao todo, a aeronave decolou com nove passageiros.

Como chefe de poder, o presidente da Câmara tem direito a usar aviões da FAB. Já Moraes pede ao Ministério da Defesa para voar em aeronaves da FAB alegando questões de segurança.

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