Igor Gadelha

Moraes arquiva inquérito contra Motta por bagagens não fiscalizadas

Além de Hugo Motta, decisão do ministro Alexandre de Moraes beneficia outros três parlamentares. Entre eles, senador Ciro Nogueira (PP-PI)

atualizado

metropoles.com

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Douglas Gomes / Presidência da Câmara dos Deputados
Alexandre de Moraes e Hugo Motta
1 de 1 Alexandre de Moraes e Hugo Motta - Foto: Douglas Gomes / Presidência da Câmara dos Deputados

O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou uma investigação contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros parlamentares sobre o caso de entrada de bagagens no Brasil sem fiscalização.

A investigação foi aberta pela Polícia Federal (PF) e mirava, além de Motta, outros três parlamentares: o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Isnaldo Bulhões, relator do Orçamento da União para 2026, tem assessora investigada pela PF
O líder do PP na Câmara, Dr.Luizinho (RJ)
Hugo Motta em cerimônia no STF
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Hugo Motta em cerimônia no STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
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Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Isnaldo Bulhões, relator do Orçamento da União para 2026, tem assessora investigada pela PF
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Isnaldo Bulhões, relator do Orçamento da União para 2026, tem assessora investigada pela PF

Igo Estrela / Metrópoles
O líder do PP na Câmara, Dr.Luizinho (RJ)
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O líder do PP na Câmara, Dr.Luizinho (RJ)

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O inquérito foi aberto após suspeitas de que um auditor da Receita Federal permitiu a entrada de bagagens sem fiscalização adequada por um tripulante da aeronave que trazia os parlamentares da ilha caribenha de Saint Martin.

O voo foi feito em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG“. Ele é apontado como operador de plataformas de apostas ligadas ao chamado jogo do tigrinho.

Durante a investigação, a PF identificou que, entre os passageiros, estavam autoridades com foro privilegiado, como o presidente da Câmara e os outros parlamentares. Por esse motivo, o caso foi enviado ao Supremo.

PGR defendeu arquivamento

Em parecer, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento em relação aos parlamentares, argumentando que não havia qualquer indício de participação deles em irregularidades.

Segundo a PGR, imagens mostrariam que os passageiros passaram normalmente pelos procedimentos de fiscalização. O órgão também sustentou que não haveria evidência de ligação entre eles e as bagagens investigadas.

Moraes concordou com a PGR. Na decisão, ele afirmou que não existem “indícios mínimos” de crime praticado pelos parlamentares e sustentou que a simples presença deles no voo não justifica a manutenção de investigação criminal.

O magistrado também mencionou o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence para argumentar que manter um inquérito sem justa causa configura constrangimento “injutos e grave” aos investigados.

Moraes arquivou o inquérito apenas sobre Motta, Ciro, Isnaldo e Dr. Luizinho e mandou enviar o restante do caso à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), onde as apurações seguem para os demais investigados sem foro privilegiado.

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