Ministro do STJ busca apoio de bolsonaristas para ser indicado ao STF

A ponte para os encontros de Humberto Martins com governistas tem sido feita pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do TRF-1

atualizado 01/06/2021 14:57

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga antecipação para as eleições de 2020 da divisão igualitária dos recursos e tempo de TV e rádio entre candidatos negros e brancosRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, intensificou as articulações, nos bastidores, em busca de apoio para ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas últimas semanas, Martins passou a procurar alguns parlamentares bolsonaristas. Um deles foi o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), um dos mais próximos do presidente da República.

A ponte para os encontros de Martins com bolsonaristas tem sido feita pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF-1), em Brasília.

Conhecida como “tia Carminha”, ela é próxima do clã Bolsonaro, principalmente do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Ela é apontada como uma das madrinhas da indicação do ministro Nunes Marques para o STF.

A próxima vaga do STF será a do ministro Marco Aurélio Mello, atual decano da corte. A previsão é de que o ministro se aposente no próximo dia 5 de julho, alguns dias antes de completar 75 anos de idade.

O presidente do STJ tem como principal adversário na disputa o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça. Ambos são “terrivelmente evangélicos”.

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