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Igor Gadelha

Lula defende “neutralidade” do Canal do Panamá, cobiçado por Trump

Em gesto ao governo panamenho, Lula defendeu a “neutralidade” do Canal do Panamá, desejado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

28/01/2026 13:00, atualizado 28/01/2026 13:58
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Divulgação/CAF
Lula no Fórum Econômico da América Latina e Caribe

Cidade do Panamá – O presidente Lula defendeu a “neutralidade” do Canal do Panamá durante discurso na abertura do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, na manhã desta quarta-feira (29/1).

Em sua fala, o petista pregou a “neutralidade” do Canal do Panamá, ressaltando que o espaço tem sido administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase 30 anos.

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Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"
Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"
Apesar de comporem espectros políticos antagônicos, Lula e José Antonio Kast se reuniram após a vitória do líder chileno
Lula com os demais chefes de Estado que participam do Fórum Econômico da América Latina e Caribe
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Lula com os demais chefes de Estado que participam do Fórum Econômico da América Latina e Caribe

Ricardo Stuckert / PR
Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"
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Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"

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Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"
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Lula chega ao Panamá para participar da "Davos da América Latina"

Ricardo Stuckert/PR
Apesar de comporem espectros políticos antagônicos, Lula e José Antonio Kast se reuniram após a vitória do líder chileno
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Apesar de comporem espectros políticos antagônicos, Lula e José Antonio Kast se reuniram após a vitória do líder chileno

Ricardo Stuckert/PR
“A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas”, disse Lula.

A fala foi um dos “recados” enviados por Lula no evento ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o qual, em 2025, indiciou que gostaria de retomar o controle americano sobre a passagem náutica.

“A proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é outra referência inescapável, seja pela sua presença ou pelo seu distanciamento, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas”, afirmou Lula.

Sem citar a Venezuela e os EUA, Lula também apontou a falha da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) em se posicionar contra “intervenções militares ilegais que abalam a região”.

“A única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a Celac, está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente Petro. A Celac não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região”, criticou Lula.

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