Kim Kataguiri propõe proibir "músicas com conteúdo sexual" em escolas
Deputado Kim Kataguiri quer proibir "venda ou divulgação" de músicas com conteúdo explícito em escolas públicas e privadas

O deputado Kim Kataguiri (União-SP), uma das lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), quer proibir que escolas públicas e privadas reproduzam, em qualquer ocasião, músicas com “conteúdo sexual explícito”.
A proposta foi protocolada nesta terça-feira (30/9) e prevê a proibição da “venda, comercialização e divulgação” de músicas que contenham, por exemplo, linguagem pornográfica ou referências depreciativas de cunho sexual.
Haveria, pelo projeto, duas punições para escolas que descumprissem as regras. A primeira seria uma advertência. Em caso de reincidência, o deputado propõe uma multa de R$ 10 mil para a instituição.
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Ver todasA regra valeria até mesmo para músicas com “gestualidades ou encenações coreográficas que simulem atos sexuais”, como danças cujos movimentos possam ter alguma conotação sexual.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“Não se trata de impor censura à produção musical ou de restringir a liberdade artística, mas sim de estabelecer limites claros para que o ambiente escolar cumpra sua função pedagógica, sem a interferência de conteúdos inadequados à faixa etária dos estudantes. Músicas com descrições de atos sexuais, linguagem pornográfica, apologia à exploração sexual ou gestualidades simulando relações íntimas não são compatíveis com o espaço de aprendizado, de socialização e de desenvolvimento humano que as instituições de ensino devem promover”, diz o deputado.
Polêmicas
Essa não é a primeira iniciativa tomada por membros do movimento contra a sexualização ou contra obras consideradas pornográficas. Em março, por exemplo, Kataguiri propôs a proibição da prostituição em vias públicas.
Em 2023, o MBL entrou em conflito com a produtora de conteúdo adulto Martina Oliveira, também conhecida como “Beiçola”. O motivo foi um outdoor em Porto Alegre divulgando as páginas de conteúdo adulto da influenciadora. Ela acabou denunciada ao Ministério Público.
Outra frente do MBL foi contra o rapper Oruam. Nesse caso, o alvo foram músicas do artista com suposta alusão ao Comando Vermelho. Ele é filho do traficante Marcinho VP, líder da organização criminosa.










