Igor Gadelha

Investigadores apuram propina de Vorcaro a senador para barrar CPI

Desconfiança de investigadores é de que Daniel Vorcaro teria pago propina a senador da oposição para evitar CPI do Master no Congresso

atualizado

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1 de 1 daniel-vorcaro-e-retirado-do-helicoptero-na-superintendencia-da-pf-no-distrito-federal-pf-metropoles-4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Investigadores do Caso Master apuram se o banqueiro Daniel Vorcaro pagou propina a um senador da oposição para evitar CPI contra o banco no Congresso Nacional.

Segundo apurou a coluna, chegou aos investigadores a informação de que o banqueiro teria desembolsado de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões para o senador atuar contra a CPI.

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Vorcaro já havia sido preso em novembro
Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master
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Vorcaro já havia sido preso em novembro
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Vorcaro já havia sido preso em novembro

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Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

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O montante teria sido pago ainda no primeiro semestre de 2026, quando o Master ganhou os holofotes em razão da compra parcial da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Na época, Vorcaro ainda não havia sido preso. O banqueiro só foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, mesmo mês em que o Banco Central liquidou o Banco Master.

Mesmo após a prisão de Vorcaro, as cúpulas do Senado e da Câmara resistem a instalar CPI para investigar o Caso Master, apesar dos diversos pedidos de investigação protocolados.

Procurados pela coluna, integrantes da defesa de Vorcaro disseram, sob reserva, desconhecer o fato e indicaram que o episódio não teria sido narrado na proposta delação premiada.

Proposta de delação entregue

A proposta de delação de Daniel Vorcaro foi entregue pela defesa do banqueiro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República(PGR) na quarta-feira (6/5), segundo apurou a coluna.

Agora, autoridades dos dois órgãos analisarão o material. Nessa fase, os policiais e procuradores vão averiguar se a documentação apresentada pelo dono do Master tem elementos para provar o que ele falou.

Se necessário, PF e PGR poderão requisitar mais informações ao banqueiro. Somente após esse acerto é que a delação será encaminhada para homologação ou não do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

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