
Igor GadelhaColunas

Flávio Bolsonaro quer crescer mais antes de fechar apoio do Centrão
Para interlocutores de Flávio Bolsonaro, senador só deve fechar aliança com Centrão após crescer nas pesquisas para não pagar preço alto
atualizado
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Interlocutores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm dito ao mercado financeiro que ele só pretende fechar o apoio de partidos do Centrão a sua candidatura ao Palácio do Planalto quando o senador crescer mais nas pesquisas.
Segundo relatos feitos à coluna, em conversas com a Faria Lima, os aliados de Flávio têm ponderado que ainda é “muito cedo” para anunciar apoios e que é preciso crescer mais para evitar fechar alianças por um preço alto.
A avaliação no entorno do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro é de que será mais fácil e “mais barato” atrair partidos do Centrão quando Flávio estiver pontuando melhor nas pesquisas de intenção de voto.
Como vem noticiando a coluna, Flávio escalou o empresário Filipe Sabará para dialogar com o mercado financeiro. Sabará já teve pelo menos dois grandes encontros com representantes de bancos e de gestoras de investimentos.
Pistas sobre a equipe econômica de Flávio
Um dos mais recentes foi um almoço na terça-feira (20/1) com representantes de mais de 15 bancos e assets, como são chamadas instituições que administram fundos e carteiras de investimentos.
Segundo participantes, Sabará, que foi secretário de Desenvolvimento Social da gestão Tarcísio, reforçou que a candidatura presidencial de Flávio é “pra valer” e deu sinalizações sobre as ideias do senador para a economia.
Uma das perguntas mais recorrentes feitas a Sabará durante o almoço, de acordo com relatos, foi sobre quem seria o ministro da Fazenda, caso o filho “01” de Jair Bolsonaro seja eleito presidente da República em outubro.
Sabará, segundo apurou a coluna, evitou cravar nomes. Afirmou que essa definição só deve sair depois de abril, quando acaba o prazo para quem vai disputar as eleições se desincompatibilizar de cargos públicos.
O ex-secretário, porém, deu algumas pistas. Disse que o futuro ministro deve ser alguém que defende o equilíbrio fiscal e que entende sobre política tributária, área em que o senador avalia haver “crise contratada”.
Sabará afirmou que, se eleito, Flávio e sua equipe econômica trabalharão para reduzir impostos mediante corte de gastos. Ele disse ainda que ex-integrantes do governo Bolsonaro têm ajudado o senador na pré-campanha.









