Igor Gadelha

Erika Hilton volta à mira da oposição por presidir Comissão da Mulher

Deputada da oposição apresentou projeto para que apenas parlamentares do sexo feminino biológico possam presidir Comissão da Mulher

atualizado

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Erika Hilton
1 de 1 Erika Hilton - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A escolha da deputada Erika Hilton (PSol-SP) para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara continua provocando polêmica entre parlamentares da oposição.

Dessa vez, a deputada Delegada Ione (Avante-MG) propôs mudar o regimento interno da Casa para permitir que apenas parlamentares do sexo feminino biológico possam presidir o colegiado.

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A parlamentar levou o SBT a se pronunciar
Deputada Erika Hilton
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Na proposta, Ione alega que a iniciativa “não encerra nenhum ato de hostilidade ou discriminação” e que visa apenas “assegurar que o espaço” seja comandado por quem “vivencia a condição biológica de mulher”.

“Trata-se de medida que busca assegurar que o espaço institucional dedicado à defesa dos direitos femininos seja conduzido por quem, desde o nascimento, vivencia a condição biológica de mulher — com todas as implicações físicas, sociais e históricas que dela decorrem”, diz Ione na proposta, protocolada no sábado (14/3).

A deputada ainda afirma que “outras comissões” devem tratar de temas relacionados aos direitos das minorias e que o sexo biológico é “juridicamente relevante quando se trata de definir quem deve representar” as mulheres.

“Outras comissões podem e devem tratar dos mais variados temas relacionados à diversidade e aos direitos de minorias. O que não é razoável é que um colegiado dedicado exclusivamente à condição feminina seja presidido por quem não compartilha dessa condição”, afirma a parlamentar.

Pauta de consenso

Como mostrou a coluna, Erika Hilton realizará na quarta-feira (18/3) sua primeira sessão da comissão como presidente. Sua intenção é construir uma pauta de consenso para a abertura dos trabalhos do colegiado.

“Vamos fazer uma pauta consensual, com propostas relacionadas à proteção da mulher, talvez contra o feminicídio. Eu quero manter o equilíbrio entre os partidos na pauta”, afirmou Erika Hilton à coluna.

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