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Igor Gadelha

Em reunião com líderes, Motta reclama de críticas de ministros de Lula

Em reunião com líderes, Motta expressou irritação com críticas do governo à aprovação de penduricalho extrateto a servidores da Câmara

09/02/2026 18:06, atualizado 09/02/2026 19:07
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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aproveitou a reunião de líderes da segunda-feira (9/2) para reclamar das críticas de ministros de Lula após a Casa aprovar penduricalhos aos servidores do Legislativo.

Segundo parlamentares presentes no encontro, Motta se dirigiu ao atual líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), para demonstrar irritação com a reação de ministros de Lula à aprovação do penduricalho.

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Motta afirmou a Guimarães que “apanhou muito” ao longo de 2025 e disse que as coisas serão diferentes em 2026. O presidente da Câmara ressaltou que aprovou todas as pautas prioritárias para o governo no ano passado.

Na terça-feira (3/2), a Câmara aprovou um reajuste de 8% para servidores da Casa e abriu exceções que permitem que os vencimentos de alguns deles ultrapassem o teto constitucional em situações específicas.

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À coluna Motta ressaltou que apenas 72 servidores da Câmara terão direito ao penduricalho extrateto, o que representa menos de 5% dos 1,7 mil cargos de natureza especial da Casa.

“Importante deixar claro que o Senado e o TCU já fazem isso para seus funcionários. O TCU, por exemplo, tem isso para todas as funções, o que dá mais de 900 servidores”, disse Motta, ressaltando que o percentual de menos de 5% está de acordo com a proposta da reforma administrativa.

Entenda o penduricalho

O projeto aprovado pelos deputados na terça-feira estabelece uma licença compensatória para servidores da Câmara que exercem função comissionada. Essa licença dá um dia de folga a cada três trabalhados em períodos como feriados, fins de semana e outros dias de descanso.

Caso a licença não seja usufruída, o servidor poderá receber, como indenização, em dinheiro. O valor é livre de imposto de renda e pode ultrapassar o teto constitucional, equivalente hoje ao salário de um ministro do STF, de R$ 46,3 mil. O projeto prevê um limite de 10 dias de licença por mês.