
Igor GadelhaColunas

Fim da escala 6×1: governo está otimista com a disposição de Motta
Presidente Lula marcou reunião com Hugo Motta e ministros na semana que vem para debater o fim da escala 6×1, aposta do governo no Congresso
atualizado
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Auxiliares de Lula passaram a ver com otimismo a possibilidade de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinar a aprovação do fim da escala 6×1 antes das eleições de outubro.
Inicialmente, segundo apurou a coluna, o Palácio do Planalto não tinha segurança de que Motta estava disposto a bancar o tema diante do forte lobby do empresariado e das turbulências na Casa.
O cenário, segundo auxiliares de Lula, teria mudado após sinalizações positivas de Motta. Em um gesto a petista de olhos nas eleições, o presidente da Câmara disse a aliados estar disposto a discutir a proposta.
Como mostrou a coluna, Motta tem uma dependência eleitoral. O deputado vai disputar mais um mandato de deputado pela Paraíba e, se reeleito, tentará se reeleger presidente da Câmara em 2027.
Além disso, Motta quer lançar seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, ao Senado. A disputa às duas vagas de senador na Paraíba terá outros nomes próximos ao petista como candidatos.
Fim da escala 6×1 é prioridade para Lula
O fim da escala 6×1 é uma das prioridades do governo no Congresso Nacional durante o primeiro semestre de 2026. O PT aposta no tema como vitrine para campanha de Lula à reeleição.
No esforço de aprovar o tema ainda no primeiro semestre, Lula marcou uma reunião com Motta sobre o tema na próxima semana. Os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) vão participar.
Fim da escala 6×1
A PEC que propõe a redução da jornada de trabalho foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em fevereiro de 2025 e endossada pelo governo Lula como uma das prioridades para o ano de 2026.
O texto protocolado propõe a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais, com duração de oito horas diárias, totalizando 36 horas por semana. O cálculo considera o limite de 4 horas semanais de hora extra.
Para conseguir uma aprovação mais rápida no Congresso, o Planalto avalia enviar um projeto de lei com urgência constitucional, que exigiria apenas 257 votos, menos que os 308 para aprovar uma PEC.





