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Dia do Trabalho: Flávio ignora 6x1, ataca Lula e foca em impostos

Flávio Bolsonaro diz que Lula tem "vida de luxo" e que assume um compromisso com os brasileiros de construir um país de “prosperidade”

01/05/2026 19:26
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Reprodução
Dia do Trabalho: Flávio ignora 6×1, ataca Lula e foca em impostos

Em tom de pré-campanha eleitoral, o senador presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (1º de maio), feriado do Dia do Trabalho, direcionado aos trabalhadores brasileiros e com ataques ao presidente Lula.

Na filmagem, Flávio aparece com um chapéu de palha, falando da inflação dos alimentos, dos juros altos e dos impostos, “só para pagar imposto para sustentar a máquina do governo”.

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Senador presidenciável Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Flávio Bolsonaro
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
“O brasileiro tem que trabalhar cinco meses no ano só para pagar impostos. Ou seja, em 2026, tudo o que você já trabalhou até hoje, somado ao que ainda vai trabalhar até o fim deste mês de maio, é apenas para pagar impostos e sustentar a máquina do governo — e você está vendo como o governo Lula está usando o dinheiro do seu trabalho”, disse

Flávio afirma que o petista tem uma “vida de luxo” e gastou mais de R$ 1 bilhão no cartão corporativo com viagens internacionais, com o “suor” dos trabalhadores.

“Só no cartão corporativo, Lula já gastou mais de R$ 1,4 bilhão para passear em hotéis de luxo pelo mundo afora, comer bem, tomar vinho caro. É o suor do seu trabalho sustentando a vida de luxo daquele que se diz o pai dos pobres”, afirmou.

O senador ignora o fim da escala 6×1, principal tema em discussão na Câmara dos Deputados e uma das prioridades do governo Lula e do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O PT vai usar o tema para impulsionar a campanha de reeleição do petista.


O senador continua dizendo que deseja um Brasil de “prosperidade” e em que o “trabalhador não esteja sufocado em dívidas”. A fala de Flávio se refere ao alto número de endividados no país. Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias subiu para 49,9%.

“O Brasil que eu quero, e eu sei que é também o que você quer, é um Brasil de prosperidade, de oportunidades, em que o trabalhador não esteja sufocado em dívidas, com o nome sujo na praça nem desiludido com promessa falsa de picanha que nunca chegou”, disse.

O percentual é uma das preocupações de Lula, que anunciou o Desenrola 2.0, o novo programa de renegociação de dívidas do governo, em pronunciamento na quinta-feira (30/4).

Flávio evita fazer promessas, porque “não enchem a barriga de ninguém” e afirma que está assumindo um compromisso de construir um país de “prosperidade”.

“Aqui, eu não estou fazendo promessa, até porque não enche barriga de ninguém. O brasileiro está cansado. Hoje não é dia para isso. O que eu estou fazendo aqui é um compromisso e, juntos, eu e você, vamos construir um país de prosperidade, porque quem faz o Brasil é você, é o povo trabalhador”, declarou.

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