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Igor Gadelha

Alcolumbre usa oposição para atingir Caso Master e projetar reeleição

Estratégia de Alcolumbre para enfraquecer Caso Master e projetar sua reeleição no Senado passou por derrota de Messias e vetos à Dosimetria

01/05/2026 07:00
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Breno Esaki/Metrópoles
Alcolumbre usa oposição para atingir Caso Master e projetar reeleição

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a oposição bolsonarista nos últimos dias para tentar enfraquecer o Caso Master, que assombra o grupo político do senador, e para projetar sua reeleição ao comando da Casa em 2027.

A estratégia passou por duas votações recentes importantes: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF no Senado e a derrubada pelo Congresso dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.

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Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou, nesta sexta-feira (8/5), a Lei da Dosimetria
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou, nesta sexta-feira (8/5), a Lei da Dosimetria

Reprodução/TV Senado
Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
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Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques
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Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques

Vinicius Schmidt/ Metrópoles
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional
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Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A derrota de Messias interessava tanto a Alcolumbre quanto à oposição. Ambos queriam mandar um recado ao governo Lula. O presidente do Senado, porém, também queria atingir o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais da indicação de Messias. O ministro chegou a ligar pessoalmente para diversos senadores da oposição para pedir voto. Com isso, mirava ter um aliado na Corte contra a ala majoritária do tribunal.

Por esse motivo, aliados desconfiam que a articulação para derrotar Messias pode ter envolvido o próprio líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Ambos tiveram seus nomes citados no Caso Master.

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O AGU, Jorge Messias
Ministro da AGU, Jorge Messias
Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
O AGU, Jorge Messias
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O AGU, Jorge Messias

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O AGU, Jorge Messias
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O AGU, Jorge Messias

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Ministro da AGU, Jorge Messias
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Ministro da AGU, Jorge Messias

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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

PL da Dosimetria

Já a derrubada dos vetos do PL da Dosimetria interessava principalmente aos bolsonaristas. Sabendo disso, Alcolumbre segurou a votação por quatro meses e só pautou a análise dos vetos para a quinta-feira (30/4), um dia após a derrota de Messias.

Antes disso, fez um acordo com a oposição. Em troca de derrubar os vetos, reduzindo a pena o ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista, bolsonaristas tirariam o pé da pressão pela instalação da CPI do Master.

Ao derrotar o governo Lula tanto na indicação de Messias quanto na votação do PL da Dosimetria, Alcolumbre também buscou se cacifar junto a parlamentares da direita para se reeleger como presidente do Senado em fevereiro de 2027.

A estratégia parte do cálculo de que, independentemente de quem ganhar a eleição ao Palácio do Planalto, a configuração do Senado tende a ser mais alinhada à direita do que a esquerda. No pleito de 2026, dois terços do Senado poderá ser renovado.

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