Deputados querem que União pague pensão vitalícia para mãe de Moïse
Projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe que União pague pensão vitalícia à mãe do congolês Moïse Kabagambe

Deputados federais de partidos de esquerda apresentaram, nessa segunda-feira (7/2), um projeto para obrigar a União a pagar uma pensão vitalícia a Ivone Lotsove LoloLay, mãe do imigrante congolês Moïse Kabagambe, assassinado brutalmente em janeiro, no Rio de Janeiro.
No projeto, ao qual a coluna teve acesso, os parlamentares propõem que a pensão para Ivone seja “mensal e vitalícia”, no “valor atual equivalente ao limite máximo do salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social”. Atualmente, o teto do INSS é de R$ 7.087,22.
Ao todo, sete deputados federais assinaram o projeto. São eles: Helder Salomão (PT-ES), Túlio Gadêlha (PDT-PE), Paulo Teixeira (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Benedita da Silva (PT-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Vivi Reis (PSOL-PA). A proposta ainda não tem data para ser votada.
“Conceder essa pensão de caráter vitalício e indenizatório à mãe é uma forma de o Estado brasileiro reconhecer que falhou no combate ao racismo e à xenofobia em nossa sociedade e na proteção à vida de Moïse Mugenyi Kabagambe”, afirmam os parlamentares no projeto.
Moïse foi encontrado morto na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de janeiro deste ano. Segundo relatos de testemunhas e o registro da câmeras de segurança, o imigrante do Congo foi espancado por ao menos três pessoas com pedaços de pau.
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todas





















