
Igor GadelhaColunas

CPMI: petista pediu para ouvir “Sicário” de Vorcaro horas após prisão
Pedido para ouvir Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro, foi feito na CPMI do INSS horas após a prisão dele
atualizado
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Um deputado petista apresentou um pedido de convocação do “Sicário” de Daniel Vorcaro na CPMI do INSS horas após o auxiliar do banqueiro ser preso pela Polícia Federal e ter tentado tirar a própria vida na cadeia.
O requerimento de convocação de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi protocolado na quarta-feira (4/3) pela manhã pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), logo após a ordem de prisão do “Sicário”.
“Diante desse contexto, a convocação ora proposta revela-se de elevada relevância para o regular andamento das investigações conduzidas por esta Comissão, uma vez que a oitiva de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão poderá contribuir para o esclarecimento da estrutura financeira e operacional que envolvia Daniel Vorcaro e suas conexões com o Banco Master, bem como eventuais vínculos com os desvios investigados no âmbito da CPMI”, escreveu o deputado.
Além de Mourão, o petista pediu a convocação de outros alvos da PF na operação de quarta-feira. Entreles, Paulo Sérgio Souza e Senhor Belline Santana, servidores do Banco Central que abasteceriam Vorcaro com informações.
Em nota, o deputado Rogério Correia explicou que pediu a convocação do “Sicário” ao tomar conhecimento da decisão do ministro André Mendonça. E que, após sua morte, pediu imediatamente a retirada do requerimento.
“Ao tomar conhecimento da decisão do ministro André Mendonça, que apontava que Vorcaro realizava pagamentos a Luiz Mourão para a prática de crimes, apresentei requerimento de convocação para ouvi-lo na CPMI. O documento foi protocolado pela manhã. À tarde, veio a notícia do falecimento. Assim que tive ciência do acontecimento, solicitei a retirada imediata do requerimento de tramitação”, disse Correia.
Morte do “Sicário”
Mourão, apontado pela Polícia Federal como responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas a Vorcaro, já eve a morte cerebral detectada.
Segundo a PF, ele atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele chegou a ser socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada na quinta-feira (5/4).





