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Igor Gadelha

CPMI: Sem acordo, Mauro Cid deve escapar de 2º depoimento

Sem acordo com o presidente da CPMI do 8/1, Arthur Maia, governistas admitem que Mauro Cid não deverá ser ouvido novamente na comissão

03/10/2023 17:41, atualizado 03/10/2023 18:28
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Tenente-coronel do Exército Brasileiro, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fica em silêncio durante sessão da CPMI do 8 de Janeiro

Sem acordo entre base aliada e oposição, o tenente-coronel Mauro Cid deve escapar de um segundo depoimento à CPMI do 8 de Janeiro no Congresso Nacional, cujo requerimento já tinha sido aprovado.

Nos bastidores, governistas já admitem que não há acordo com o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), para que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro seja ouvido novamente.

A falta de acordo decorre  da resistência de governistas em fazer concessões à oposição em troca de um novo depoimento de Cid na reta final dos trabalhos, como deseja o presidente da comissão.

Na terça-feira (3/10), Arthur Maia tentou votar um requerimento para convocar Sandro Augusto de Sales Queiroz, que era comandante do Batalhão de Pronto Emprego da Força Nacional no 8 de Janeiro.

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Os governistas, entretanto, votaram contra o pedido de convocação, que não acabou não aprovado. Sem atender o pedido da oposição, a tendência é que o presidente da CPMI não realize mais oitivas.

Relatório final da CPMI

Como mostrou a coluna, a bancada do governo na comissão admite que o relatório final do colegiado terá mais efeito político do que jurídico, dando respaldo para as decisões do STF sobre o 8 de Janeiro.

Com base nessa avaliação, os próprios parlamentares petistas admitem que novos depoimentos não são necessárias para a confecção do relatório final da CPMI pela relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).