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Igor Gadelha

Como Lula pretende tratar a guerra Irã-Israel na cúpula do Brics

Após nota oficial, presidente Lula deve abordar conflito entre Irã e Israel durante a cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, no início de julho

23/06/2025 11:49, atualizado 23/06/2025 12:51
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Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa ao Presidente da República, na Universidade Paris 8. Paris - França.

Após se pronunciar apenas por meio de nota oficial, o presidente Lula se prepara para abordar a escalada do conflito entre Israel e Irã durante a cúpula do Brics que ocorrerá nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Segundo apurou a coluna, ao tratar do assunto, Lula deve voltar a defender uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) durante discursos e conversas com outros líderes do bloco.

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O presidente Lula
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Celso Amorim

Arte/Metrópoles

O Irã, vale lembrar, foi admitido para a cúpula do Brics e deve enviar um representante para a cúpula do grupo no Rio de Janeiro, o que tornará a discusssão sobre o conflito ainda mais relevante.

Os contatos de Lula

À coluna, o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim, disse que, após a nota oficial do fim de semana, Lula não tem previsão de falar publicamente sobre o tema “até o momento”.

De acordo com Amorim, o presidente da República não tinha tido, até a manhã desta segunda-feira (23/6), nenhuma conversa bilateral com outros chefes de Estado sobre o assunto.

Governo brasileiro publica nota

No domingo (23/6), o Itamaraty publicou nota dizendo condenar “com veemência” ataques militares de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares, “em violação da soberania do Irã e do direito internacional”.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores destacou que qualquer ataque armado a instalações nucleares “representa flagrante transgressão” da Carta da ONU e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica.

“Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”, afirmou o Itamaraty.

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