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Igor Gadelha

Decisão sobre CCJ pode tirar 96 votos do candidato a sucessor de Lira

Caso rompa acordo com PL pelo comando da CCJ, Arthur Lira pode perder os 96 votos do partido para emplacar seu sucessor no comando da Câmara

29/02/2024 05:30, atualizado 29/02/2024 10:40
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
imagem colorida mostra presidente da camara dos deputados arthur lira - Metrópoles

A decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre qual partido comandará a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2024 poderá afetar sua própria sucessão na presidência da Casa, em fevereiro de 2025.

Nos bastidores, caciques do PL dizem que uma possível “quebra de acordo” sobre o comando da CCJ, comissão mais importante da Câmara, inviabilizaria o apoio do partido ao candidato de Lira a presidente da Casa.

Na avaliação de caciques do PL, o candidato de Lira ao comando da Câmara pode perder 96 votos, justamente o tamanho da bancada da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por  ter a maior bancada da Casa, o PL reivindica o comando da CCJ. Entre os demais líderes da Câmara, entretanto, discute-se a possibilidade de Lira entregar a presidência da comissão ao União Brasil.

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O União é liderado pelo deputado Elmar Nascimento (BA), favorito de Lira para sucedê-lo. O nome mais forte do partido para a CCJ é o do deputado Arthur Maia (União-BA), que já foi presidente do colegiado.

Esperança

Por enquanto, lideranças do PL na Casa tratam a possibilidade de perder a CCJ como “especulação” e mantêm a esperança de controlar a comissão ao longo de 2024.

A legenda quer emplacar como presidente do colegiado a deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC). Entretanto, a bancada governista trabalha contra a indicação, já que consideram a parlamentar “muito radical”.