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Igor Gadelha

Bolsonaro discutiu reação a Alexandre de Moraes com ministro da Defesa

Jair Bolsonaro conversou com vários auxiliares para discutir como reagir a Alexandre de Moraes; Entre eles, com o ministro da Defesa

29/01/2022 06:00, atualizado 29/01/2022 10:34
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Bolsonaro fala ao telefone com apoiadora

Embora tenha deixado para avisar o Supremo Tribunal Federal (STF) na última hora que faltaria ao depoimento à Polícia Federal na sexta-feira (28/1), o presidente Jair Bolsonaro começou a traçar a estratégia de reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes de obrigá-lo a depor ainda na quarta-feira (26/1).

Naquele dia, Bolsonaro começou a consultar auxiliares para debater como reagir à ordem do magistrado. Segundo apurou a coluna, o presidente não procurou apenas ministros ligados à área jurídica, como o da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, e o da Justiça, Anderson Torres, que lideraram a estratégia.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

Micheal Melo/ Metrópoles
O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Bolsonaro também debateu o assunto com integrantes da equipe econômica e até com o ministro da Defesa, general Braga Netto, que está em férias. O presidente conversou com o militar por telefone na noite da quinta-feira (27/1) antes da tradicional live da semana. Bianco participou da conversa.

A todos os ministros, Bolsonaro apresentou a tese encabeçada pelo titular da AGU, de que toda a investigação contra ele não teria cabimento, uma vez que os documentos sigilosos os quais é acusado de ter vazado não estavam sob segredo de Justiça em agosto de 2021, quando o presidente os divulgou.

Segundo auxiliares, Bolsonaro dizia que estava sendo vítima de “abusos” de Moraes e que era a hora de “dar um basta” a isso. E assim o presidente fez, embora a AGU só tenha avisado oficialmente ao magistrado que o presidente faltaria ao depoimento minutos antes da hora marcada para a oitiva.

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