Igor Gadelha

Beto Louco faz nova investida junto à PF e à PGR para fechar delação

Representantes de Beto Louco procuraram integrantes da PF e da PGR em maio para tentativa de delação premiada do empresário

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco - Metrópoles - Foto: Reprodução/Arte Metrópoles

Representantes do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, mais conhecido como “Beto Louco“, fizeram nova investida junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para tentar viabilizar acordo de delação premiada.

Segundo apurou a coluna, os advogados de Beto Louco estiveram em Brasília ao longo do mês de maio para conversas com investigadores dos dois órgãos. Os defensores do empresário, entretanto, enfrentaram resistências para retomar as negociações.

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Beto Louco
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Beto Louco
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Beto Louco

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Interlocutores de Beto Louco sustentam que ele teria informações capazes de comprometer caciques importantes do União Brasil e PL. A avaliação dos aliados do empresário é de que a resistência da PGR à delação se deve justamente a alguns desses nomes citados.

A nova ofensiva de Beto Louco ocorre cinco meses após a primeira tentativa de colaboração premiada fracassar. Em dezembro, a proposta apresentada por ele foi considerada frágil pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, conforme revelado pelo portal Uol.

Inicialmente, Beto Louco negociou a delação com o MPF no Paraná. O caso foi encaminhado à PGR, em Brasília, depois que ele passou a mencionar políticos com foro privilegiado em sua proposta. Um deles seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Com a negociação frustrada em Brasília, o empresário fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia. Alvo da Operação Carbono Oculto, em São Paulo, ele delatou esquema de fraude fiscal e pagamento de propina no setor de combustíveis baiano.

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