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Até onde vai o compromisso de Lira com Bolsonaro para o voto impresso

O governo calcula já ter os votos para aprovar a PEC na comissão especial, mas o cenário é incerto no plenário da Câmara

atualizado 28/06/2021 19:04

Presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressista-AL), saindo pela chapelaria do Congresso NacionalIgo Estrela/Metrópoles

Embora seja aliado do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não tem se esforçado muito para ajudar o governo a aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do governo sobre voto impresso.

Segundo aliados e interlocutores do parlamentar, o compromisso dele com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi apenas permitir a tramitação da proposta e colocá-la para votar no plenário da Casa.

O esforço para aprovar a matéria cabe ao Planalto. O governo calcula já ter os votos para aprovar a PEC na comissão especial, onde o relator, Filipe Barros (PSL-PR), apresentou parecer nesta segunda-feira (28/6).

No plenário, porém, há incertezas. Ainda mais após o último sábado (26/6), quando presidentes de 11 partidos de centro fecharam acordo para se posicionar contra a PEC.

Uma das principais bandeiras de Bolsonaro, a proposta não prevê o fim da urna eletrônica. Ela estabelece que um comprovante do voto seja impresso e depositado em uma urna lacrada, para eventual auditoria.

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