
Igor GadelhaColunas

Aliados veem Papudinha como 1º passo para domiciliar de Bolsonaro
Aliados do ex-presidente veem decisão de Alexandre de Moraes de transferir Jair Bolsonaro para Papudinha como um “gesto” do ministro
atualizado
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Aliados de Jair Bolsonaro viram a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de enviar o ex-presidente para a Papudinha como um primeiro “gesto” do magistrado que poderá resultar, no futuro, na concessão de uma prisão domiciliar ao ex-mandatário.
O motivo é que, na Papudinha, Bolsonaro terá à sua disposição um quarto maior do que tinha na Superintendência da Polícia Federal, onde estava preso até então, além da possibilidade de receber mais visitas e de contar com maior assistência médica.
Na avaliação de bolsonaristas, a decisão de Moraes de transferir Bolsonaro para a Papudinha, emitida nesta quinta-feira (15/1), seria um “primeiro passo” para a prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido nesse sentido nesta semana.
O próprio Moraes menciona a possibilidade de prisão domiciliar na decisão desta quinta, ao pedir a avaliação de uma junta médica da Polícia Federal antes de apreciar o novo pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente cumpra a pena em casa.
Para aliados de Bolsonaro, o gesto de Moraes seria resultado da atuação de duas figuras. Uma delas seria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que conversou recentemente com o ministro Gilmar Mendes, atual decano do STF, sobre a possibilidade de prisão domiciliar.
Outro aliado de Bolsonaro que intercedeu junto a ministros do STF foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo apurou a coluna, ele conversou, por telefone, com ao menos dois integrantes do Supremo na quarta-feira (14/1).









