
Igor GadelhaColunas

Alcolumbre avalia se posicionar sobre Messias votando no plenário
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre poderá se posicionar sobre a indicação de Jorge Messias ao STF dando seu voto pessoal no plenário
atualizado
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Embora publicamente se diga “neutro”, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia se posicionar no plenário da Casa sobre a indicação do ministro Jorge Messias ao STF dando seu voto pessoal.
Segundo aliados, mesmo não sendo obrigado a votar por presidente da Casa, Alcolumbre cogita votar durante a análise da indicação no plenário. A votação ocorrerá após a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Interlocutores de Alcolumbre lembram que, mesmo não sendo obrigados, os presidente do Senado costumam registrar seus votos nas indicações de autoridades. O voto, porém, é secreto.
Alcolumbre acompanhou a sabatina de Messias à distância, diretamente da residência oficial da presidência do Senado, em Brasília. Ele só iria para a sede do Senado após o término da sessão na CCJ.
Alcolumbre pode receber Messias
Como noticiou a coluna, Alcolumbre deve receber Messias institucionalmente no intervalo entre a sabatina e a votação no plenário. Os dois se encontraram reservadamente na casa de um ministro do STF na semana passada.
Alcolumbre, entretanto, ficou irritado com o vazamento do encontro. Segundo interlocutores, o senador amapaense avalia que o governo teria vazado a reunião para passar “falsa ideia” de que ele apoia Messias.
Aposta dos votos
A sabatina de Messias tem sido marcada por tensão de seus aliados quanto ao placar no Senado. Há um forte temor de que o indicado de Lula não alcance os 41 votos mínimos necessários para aprovar sua indicação.
Publicamente, o discurso de lideranças governistas é de que Messias será aprovado, mesmo com o placar apertado. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por exemplo, prevê que o indicado de Lula terá 45 votos.
Nas vésperas da sabatina de Messias, senadores passaram a acusar Alcolumbre de atuar nos bastidores pela derrota de Messias. Para o líder do governo, a possível articulação do presidente do Senado seria um “bom sinal”.
“Se ele estiver operando contra, é um bom sinal. Deve estar vendo que [Messias] vai ganhar”, disse Wagner.





