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Igor Gadelha

A sinalização de Alcolumbre sobre anular a quebra do sigilo de Lulinha

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre indicou a aliados quando deve decidir se anula quebra dos sigilos de Lulinha aprovados na CPMI do INSS

03/03/2026 02:00, atualizado 03/03/2026 08:47
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Davi Alcolumbre estampa adesivo com a frase Criança é prioridade absoluta - PL 2628 já. Projeto ECA Digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Adultização infantil Felca

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados que não vai demorar a decidir se anula ou se mantém a votação da CPMI do INSS que quebrou o sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

A votação, que ocorreu na quinta-feira (26/2), foi marcada por agressões entre parlamentares e acusações de “fraude” por parte de governistas contra o presidente do comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

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Votação na CPMI do INSS terminou em empurra-empurra e xingamentos
Parlamentares governistas articulam relatório alternativo de 800 páginas na CPMI
Deputado Luiz Lima (Novo-RJ) foi agredido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG)
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Deputado Luiz Lima (Novo-RJ) foi agredido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG)

Geraldo Magela/Agência Senado
Votação na CPMI do INSS terminou em empurra-empurra e xingamentos
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Votação na CPMI do INSS terminou em empurra-empurra e xingamentos

Geraldo Magela/Agência Senado
Parlamentares governistas articulam relatório alternativo de 800 páginas na CPMI
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Parlamentares governistas articulam relatório alternativo de 800 páginas na CPMI

Geraldo Magela/Agência Senado

Nas últimas horas, Alcolumbre indicou que deve tomar sua decisão “nos próximos dias”. Ele aguarda apenas a manifestação das partes e o parecer de servidores da advocacia e da Polícia Legislativa do Senado.

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Como mostrou a coluna, a cúpula da CPMI do INSS aponta que a culpa pela votação teria sido dos próprios líderes do governo, que formularam um pedido de votação em bloco de quase uma centena de requerimentos.

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Na hora da votação, que foi simbólica, Viana entendeu que os governistas estavam em minoria em relação ao quórum total. Pelas imagens, é possível ver 14 parlamentares em pé, com o painel marcando quórum de 31 presentes.

Governistas, por sua vez, sustentam que o regimento interno prevê que a maioria deveria ser em relação ao total de parlamentares presentes na hora da votação. Naquele dia, havia 21 deputados e senadores na sala da CPMI.

A representação de governistas a Alcolumbre

Diante da derrota, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) formularam uma representação a Alcolumbre pedindo a anulação da votação.

Como mostrou a coluna, membros da cúpula da CPMI avaliam ir ao STF caso o presidente do Senado derrube a votação. Já governistas dizem que isso tem de ser resolvido pelo próprio Alcolumbre.

Na visão da cúpula da CPMI, o risco de o presidente do Senado derrubar a votação é real. Especialmente porque, entre os outros sigilos quebrados, está o de um ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT), aliado de Alcolumbre.