
Igor GadelhaColunas

A promessa do governo Lula ao analisar o embaixador indicado pelos EUA
Donald Trump indicou um político do partido Republicano como novo embaixador dos EUA no Brasil, sem consultar governo Lula antes
atualizado
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O governo Lula promete deixar critérios ideológicos em segundo plano ao analisar o indicado de Donald Trump para ser o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil.
O escolhido por Trump foi o político republicano Daniel Perez. Natural de Nova York, ele é crítico de governos de esquerda na América Latina e se apresenta como católico e cubano-americano.
Na leitura de assessores de Lula para a área internacional, a diferença ideológica não deve ser um critério para avaliar as indicações de diplomatas de outros países no Brasil.
“A diferença ideológica não é um critério para eu ter uma relação com outro chefe de Estado. Logo, não será um critério para que a gente tenha representantes plenipotenciários, que são representantes dos chefes do Estado atuando nas suas respectivas embaixadas. Não tem critério ideológico”, disse, sob reserva, um influente assessor de Lula.
Indicação sem aval
Segundo apurou a coluna, o governo brasileiro soube da indicação de Perez pela imprensa. O anúncio causou estranheza na área diplomática no Palácio do Planalto.
Pelas regras diplomáticas, antes de indicar um novo embaixador, os governos costumam fazer uma consultar formal e confidencial ao país anfitrião em busca do chamado”agrément“.
No caso de Perez, o “agrément” ainda não aconteceu, segundo fontes do Planalto e do Itamaraty. Auxiliares de Lula dizem, porém, que isso não é impeditivo para que a oficialização seja aceita.
Assessores palacianos lembram que os Estados Unidos estão sem embaixador no Brasil desde janeiro de 2025, início do segundo mandato de Donald Trump à frente da Casa Branca.





