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Igor Gadelha

A condição do governo para recuar do projeto de lei e aceitar PEC 6x1

Apesar de PEC estar tramitando, governo Lula vai aguardar relatório de comissão antes de desistir de votar projeto sobre o fim da escala 6x1

Repórter de Igor Gadelha29/04/2026 09:00, atualizado 29/04/2026 08:12
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Kebec Nogueira/Metrópoles
Foto colorida mostra deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) - Metrópoles

O governo Lula pretende aguardar o relatório final sobre a PEC do fim da escala 6×1 que sairá da comissão especial na Câmara antes de retirar a urgência do projeto de lei sobre o tema enviado pelo Palácio do Planalto.

Segundo o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), a ideia é manter a urgência do projeto até que se conheça o conteúdo do parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC na comissão especial.

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Léo Prates ao lado de ACM Neto
Pimenta tenta emplacar parecer com pedidos de indiciamento e acirra disputa no colegiado
Motta define relator e presidente da comissão da PEC do fim da escala 6x1 após dias de impasse
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Motta define relator e presidente da comissão da PEC do fim da escala 6x1 após dias de impasse

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Léo Prates ao lado de ACM Neto
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Léo Prates ao lado de ACM Neto

Reprodução/Instagram
Pimenta tenta emplacar parecer com pedidos de indiciamento e acirra disputa no colegiado
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Pimenta tenta emplacar parecer com pedidos de indiciamento e acirra disputa no colegiado

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiaFoto

Caso o texto não seja o que o governo espera, o Palácio do Planalto pretende manter a urgência e insistir em votar o fim da escala 6×1 por meio do projeto de lei. Se o relatório agradar, aí sim o governo desistiria da votação.

O novo relator da PEC foi anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na terça-feira (28/4). O colegiado será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP).

A intenção de Motta é votar a PEC no plenário em maio. Como noticiou a coluna, o presidente da Câmara quer votar a proposta antes de a urgência do projeto de lei do governo vencer, para não constranger o governo.

A urgência vence em 30 de maio. Caso o projeto não seja votado até lá, ele passa a trancar a pauta do plenário da Câmara, o que colocaria o governo em uma saia-justa para retirar a urgência e liberar outras votações.

“Cria” de ACM

Como mostrou a coluna, Prates é “cria” do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. Nas palavras de aliados em comum dos dois, ACM Neto é praticamente o “dono” de Prates.

Os dois se conhecem desde os tempos de escola na capital baiana. Durante a gestão de ACM Neto como prefeito, o deputado chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Salvador e secretário municipal de Saúde.

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