
Igor GadelhaColunas

A condição do governo para recuar do projeto de lei e aceitar PEC 6×1
Apesar de PEC estar tramitando, governo Lula vai aguardar relatório de comissão antes de desistir de votar projeto sobre o fim da escala 6×1
atualizado
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O governo Lula pretende aguardar o relatório final sobre a PEC do fim da escala 6×1 que sairá da comissão especial na Câmara antes de retirar a urgência do projeto de lei sobre o tema enviado pelo Palácio do Planalto.
Segundo o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), a ideia é manter a urgência do projeto até que se conheça o conteúdo do parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC na comissão especial.
Caso o texto não seja o que o governo espera, o Palácio do Planalto pretende manter a urgência e insistir em votar o fim da escala 6×1 por meio do projeto de lei. Se o relatório agradar, aí sim o governo desistiria da votação.
O novo relator da PEC foi anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na terça-feira (28/4). O colegiado será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP).
A intenção de Motta é votar a PEC no plenário em maio. Como noticiou a coluna, o presidente da Câmara quer votar a proposta antes de a urgência do projeto de lei do governo vencer, para não constranger o governo.
A urgência vence em 30 de maio. Caso o projeto não seja votado até lá, ele passa a trancar a pauta do plenário da Câmara, o que colocaria o governo em uma saia-justa para retirar a urgência e liberar outras votações.
“Cria” de ACM
Como mostrou a coluna, Prates é “cria” do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. Nas palavras de aliados em comum dos dois, ACM Neto é praticamente o “dono” de Prates.
Os dois se conhecem desde os tempos de escola na capital baiana. Durante a gestão de ACM Neto como prefeito, o deputado chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Salvador e secretário municipal de Saúde.





