Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Vice-presidente do PT faz críticas a Freixo e chama Ciro de “desleal”

Em debate com a militância, Washington Quaquá disse que a votação de Lula no Rio de Janeiro não pode ficar restrita ao eleitorado de Freixo

atualizado 06/01/2022 17:23

Montagem com fotos de Marcelo Freixo e Washington QuaquáMontagem com fotos de Hugo Barreto/Metrópoles e Facebook/Reprodução

O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, fez críticas à pré-candidatura de Marcelo Freixo ao governo do Rio de Janeiro e chamou o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, de “desleal” durante um debate com a militância organizado no dia 11 de novembro, por videoconferência.

Quaquá fez duas falas em defesa da formação de alianças do PT para além dos partidos de esquerda. Ao tratar do cenário fluminense, o dirigente disse que Lula não será eleito se tiver votos apenas dos apoiadores de Freixo. “Não vamos eleger o Lula com os 30% que a esquerda consegue fazer no Rio”, afirmou.

“Eu não tenho nada contra o Freixo. Mas o marqueteiro dele era o marqueteiro do [Sérgio] Cabral, o delator, Renato Pereira. [O Freixo] trouxe o Raul Jungmann para comandar a segurança pública, que foi ministro do Michel Temer. Então vamos com calma, gente. Vamos com calma porque eu não quero me atrelar primeiro a quem só teve 30%”, declarou Quaquá.

Na época, o dirigente petista vinha buscando uma aproximação com o governador Claudio Castro, que é filiado ao PL, o partido de Jair Bolsonaro. Quaquá disse que a história de que ele havia proposto uma aliança com Castro era “palhaçada”.

“Eu quero o Lula com os 70% de quem é contra o Bolsonaro no Rio. Por isso é importante atrair o Eduardo Paes, o Rodrigo Neves e até setores do Claudio Castro para o nosso projeto”, declarou.

Quaquá afirmou que a aproximação com outros políticos do estado é importante para isolar o bolsonarismo e para “minar as alianças do Ciro Gomes”, chamado pelo petista de “desleal”. Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói, está filiado ao PDT e se encontrou com Lula em novembro. “Política é fazer as nossas alianças e atrapalhar as do adversário”, disse Quaquá.

Segundo o dirigente, a eleição de governadores deve ser a “sexta ou sétima prioridades” do PT na eleição. “Eu estou cagando para quem será o governador do Rio de Janeiro. Quero eleger o Lula para presidente e poder hegemonizar novamente o processo de mudanças no Brasil sob o comando do PT e do Lula”, afirmou.

Ao término da fala, Quaquá disse aos militantes que manifestava um ponto de vista pessoal, mas que também tinha legitimidade para emitir as opiniões como vice-presidente nacional do PT.

Quaquá se tornou alvo de críticas no PT devido a uma entrevista que deu para a coluna em 29 de dezembro. Ao ser questionado sobre a ausência de Dilma Rousseff no jantar que reuniu Lula e Geraldo Alckmin, o vice-presidente do partido afirmou que a ex-presidente não tem mais relevância eleitoral. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, rebateu Quaquá e exigiu que Dilma fosse respeitada.

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