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Guilherme Amado

Vaccari quer Petrobras fora de assistência de acusação da Lava Jato

Petrobras está na assistência de acusação da Lava Jato por iniciativa própria e com aval do ex-juiz Sergio Moro; Vaccari defende saída

04/07/2024 05:30
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Brasília- DF- Brasil- 09/04/2015- O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Vaccari quer Petrobras fora de assistência de acusação da Lava Jato

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto tem defendido junto ao governo que a Petrobras saia da assistência de acusação da Lava Jato, posição que ocupa desde 2015 por iniciativa própria e com o aval do então juiz Sergio Moro. Desde então, a empresa está ao lado do Ministério Público Federal (MPF) nos processos contra empreiteiros, lobistas e ex-diretores que foram presos, entre eles Nestor Cerveró (Internacional), Renato Duque (Serviços) e o finado Paulo Roberto Costa (Abastecimento). O tema divide opiniões no governo e tem como pano de fundo a disputa de narrativas em torno dos crimes descobertos na Petrobras.

O argumento de Vaccari é que a Petrobras, ao se manter ao lado do MPF, acaba agindo contra o governo, formado por muitos quadros que foram investigados ou eram aliados de alvos da Lava Jato. Ele considera necessário que a empresa deixe a posição para reforçar o que Lula vem falando sobre a Lava Jato ter como objetivo, na verdade, destruir a empresa para criar condições para sua privatização.

Disse Lula em junho, na posse de Magda Chambriard, nova presidente da estatal:

“Com o falso argumento de combater a corrupção, a Operação Lava Jato queria o desmonte da Petrobras. Se fosse verdade o discurso, que se punisse os corruptos, deixando intacto o patrimônio do povo brasileiro. (…) A operação Lava Jato na verdade mirava o desmonte e a privatização da Petrobras. O que fizeram foi tentar destruir a imagem da empresa”.

A tese de Vaccari não é nova e já havia sido apresentada a Jean Paul Prates. A expectativa é que agora o mesmo pleito seja levado a Magda Chambriard.