Relator defende extensão da imunidade parlamentar para rede social
O relator do PL das Fake News fez a avaliação ao ser questionado sobre o caso do deputado Daniel Silveira

O deputado Orlando Silva, do PCdoB de SP, acredita que o caso de Daniel Silveira “é a demonstração de que a imunidade parlamentar material, já prevista na Constituição Federal, não protege crime nem criminoso”.
Ele fez a avaliação ao ser questionado pela coluna sobre o dispositivo que inseriu na Lei das Fake News, da qual é relator, estendendo a imunidade parlamentar às redes sociais.
“A imunidade parlamentar material estende-se às plataformas mantidas pelos provedores de aplicação de redes sociais”, diz a última versão do relatório do deputado.
A imunidade, explicou Silva, “funciona para garantir a liberdade de expressão, opinião e votos. E quem cometer crimes tipificados na lei não será protegido por ela, ao contrário, responderá pelos seus atos na Justiça. Como no caso dele”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO parlamentar também descarta que a imunidade parlamentar nas redes crie uma disparidade nas eleições entre deputados que buscam a reeleição e competidores sem mandato.
“O problema aí é outro, é a reeleição. O instituto da reeleição é que cria a disparidade”, respondeu.





