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Guilherme Amado

Povos indígenas fazem carta ao STF e Congresso por direito a vida e território

Grupo está acampado, em protesto, na Esplanada dos Ministérios

17/06/2021 11:03, atualizado 17/06/2021 11:10
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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Policiais militares revistam manifestantes na entrada da Esplanada dos Ministérios durante protesto com o governo bolsonaro

Cerca 700 indígenas, de 25 povos diferentes, assinaram juntos uma carta dirigida ao Judiciário e ao Legislativo em que pedem agilidade ao STF e a interrupção de projetos considerados anti-indígenas no Congresso. O grupo está acampado, em protesto, na Esplanada dos Ministérios.

As lideranças querem que o STF vote logo a demarcação de terras indígenas e que o Congresso tire de pauta projetos inconstitucionais. Um deles é o chamado PL (projeto de lei) da Grilagem, que concede anistia a grileiros e legaliza o roubo de terras indígenas, podendo gerar mais violência contra os povos nativos.

Pedem também a retirada definitiva da pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça, presidida pela deputada extremista Bia Kicis, do PL 490/2007, que ameaça anular as demarcações de terras indígenas.

O manifesto pontua também que os ataques a povos indígenas pioraram no governo Bolsonaro.

“Foi com a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República, porém, que os ataques aos direitos indígenas, sobretudo territoriais, adquiriram proporções inadmissíveis e sem precedentes”, diz o texto.

Leia a íntegra do manifesto

aqui

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