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Guilherme Amado

Por PSDB, Renan Filho reavalia ter a mulher como suplente ao Senado

Articulação mira apoio tucano. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira trabalha contra a união

13/06/2022 15:03, atualizado 13/06/2022 15:07
Reprodução
O senador Renan Calheiros ao lado de seu filho e governador de Alagoas, Renan Filho. Ambos estão cercados de pessoas e Calheiros aponta pra frente - Metrópoles

Renan Filho repensou o plano de lançar a administradora Renata Calheiros, com quem é casado, na vaga de primeira suplente em sua chapa ao Senado este ano. A nova estratégia busca atrair a adesão formal do PSDB à candidatura dele. Pelo desenho, o tucano Pedro Vilella seria indicado como primeiro suplente.

Após o início das conversas com o PSDB, Renata parou de publicar vídeos em redes sociais falando sobre realizações de Renan Filho no período em que o emedebista governou Alagoas. A desistência também foi um conselho de aliados do ex-governador, que ponderaram que uma chapa de marido e mulher não seria bem recebida pelo eleitorado.

Uma das principais críticas feitas à candidatura de Renan Filho, que lidera as pesquisas, é o fato de que, se eleito, duas das três cadeiras de Alagoas no Senado ficariam com integrantes da família Calheiros — o outro é Renan pai.

A aliança de Renan Filho com o PSDB, no entanto, conta com oposição de Arthur Lira, do PP. O presidente da Câmara tem trabalhado para que, caso a união se concretize, o PP abandone o apoio ao governador tucano Rodrigo Garcia em São Paulo. Arqui-inimigo da família Calheiros, Lira apoia o correligionário Davi Davino ao Senado em Alagoas.

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