Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Perda do PSDB com anúncios de Doria no Google pode alcançar R$ 96 mil

PSDB gastou algo em torno de R$ 60 mil a R$ 70 mil para um vídeo de 16 segundos de Doria, que era o pré-candidato do partido ao Planalto

atualizado 25/06/2022 19:06

Joao Doria (PSDB), ex-governador de São PauloDivulgação

Dados divulgados nesta quinta-feira (23/6) pelo Google mostram que o PSDB pagou pelo anúncio político mais caro desde o dia 17 de novembro do ano passado. O partido gastou algo em torno de R$ 60 mil a R$ 70 mil para um vídeo de 16 segundos do então pré-candidato João Doria ser veiculado na internet.

Doria desistiu da pré-candidatura à Presidência em 23 de maio, mas o vídeo ficou disponível entre os dias 18 e 25 daquele mês. Até oito milhões de pessoas assistiram à propaganda.

O Google opta por não divulgar o valor exato que foi cobrado pelos anúncios. O mesmo acontece com o número de pessoas alcançadas pelas propagandas virtuais.

Também em maio, o PSDB gastou de R$ 20 mil a R$ 25 mil com outro vídeo de Doria, exibido entre os dias 17 e 23, e desembolsou de R$ 500 a R$ 1 mil com uma terceira filmagem, divulgada só no dia 17. O prejuízo dos tucanos com os anúncios de Doria no Google pode chegar a R$ 96 mil.

O PSDB é o segundo anunciante que mais gastou com propagandas no Google, totalizando R$ 208 mil investidos. Todas as outras peças veiculadas pelo partido são voltadas para a candidatura de Rodrigo Garcia em São Paulo.

Até aqui, a organização que mais gastou com publicidade no Google foi a produtora Brasil Paralelo, que pagou R$ 368 mil para veicular anúncios.

(Atualização às 19h00 de 25 de junho de 2022: Em nota à coluna, a Brasil Paralelo negou que invista em anúncios políticos e disse que não apoia partidos, candidatos e movimentos políticos de maneira formal ou informal. A produtora disse também que solicitou ao Google a correção das informações divulgadas no relatório de transparência de propagandas eleitorais da plataforma.

“As ações de mídia foram classificadas erroneamente como anúncios de cunho político. A empresa reforça mais uma vez que não recebe financiamento público e que toda sua receita advém da venda de assinaturas”, disse a Brasil Paralelo.)

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