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Guilherme Amado

O TSE e a cassação do registro da candidatura de Bolsonaro

Ministros e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral têm analisado atitudes de Jair Bolsonaro

30/07/2022 10:15, atualizado 30/07/2022 10:23
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Igor Estrela/Metrópoles
STF Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Atuais e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm analisado reservadamente uma série de atitudes e decisões de Jair Bolsonaro que violam a Lei Eleitoral.

Entre eles, estariam a criação de um novo benefício para caminhoneiros, o pagamento de valores maiores do Auxílio Brasil e do vale-gás e a empreitada contra o sistema eleitoral.

Segundo um ex-ministro, caso as medidas fossem tomadas, por exemplo, por um prefeito, o MP Eleitoral e o TSE já teriam sido implacáveis. Mas a inação, admite esse mesmo ex-ministro, tem uma razão política.

O TSE sabe que politicamente uma cassação do registro de candidatura de Bolsonaro, ao menos nesse estágio do processo eleitoral, daria a ele munição para atacar ainda mais a Justiça Eleitoral.

O TSE e a cassação do registro da candidatura de Bolsonaro - destaque galeria
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
O TSE e a cassação do registro da candidatura de Bolsonaro - imagem 1
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

Getty Images
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

Reprodução
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

Micheal Melo/ Metrópoles
O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles