Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Modelo que usou camisa de Lula na Playboy: “Quis mostrar o importante”

Ana Lekker criticou o "fascismo" de Jair Bolsonaro

atualizado 21/01/2022 9:54

Vanessa Carvalho/Divulgação

A modelo Ana Carolina Lekker, que posou para a capa da revista Playboy África com uma camiseta do ex-presidente Lula, disse que quis mostrar o que é importante para o Brasil neste ano. Atualmente morando na Espanha, Lekker criticou o “fascismo” de Jair Bolsonaro.

Rainha da Unidos da Ponte, que integra o grupo de acesso das escolas de samba do Rio de Janeiro, Lekker mora em Barcelona desde 2015. A modelo só retornou ao Brasil em dezembro de 2021 e disse ter ficado assustada com “a volta da miséria“.

Leia os principais trechos da entrevista.

Por que escolheu usar uma camiseta do Lula em um ensaio da Playboy?

Eu vejo que Lula é uma pessoa que pode combater o fascismo do Bolsonaro, o que ele representa, que é uma ameaça à população negra, LGBTQIA+, indígenas e mulheres. Eu quis mostrar o que é importante para o Brasil e para mim neste ano. Cresci no governo Lula. Eu morava com meus pais e comecei a ter acesso a coisas simples que antes eram consideradas luxo.

O ensaio foi uma forma de mostrar seus ideais políticos?

Sim, eu sempre busquei usar a visibilidade que eu tenho para mostrar as coisas que eu acredito. O meu maior foco é tentar transformar as coisas para melhor. Uma vez que eu tenho espaço, eu quero mostrar a minha visão de mundo.

Como foi acompanhar a gestão do governo Bolsonaro sobre a pandemia de fora do país?

Eu ficava atenta ao comportamento do presidente e percebi que os governos [da Espanha e do Brasil] trataram a pandemia de formas diferentes. Lá, a população recebia um auxílio digno, nós tivemos lockdowns e principalmente autonomia. Se eu sentisse um sintoma, poderia ir à farmácia e comprar um teste rápido, coisa que ainda não é aprovada no Brasil, e fazer meu isolamento se o resultado fosse positivo. Mas o meu maior choque foi a volta da miséria. Parece que voltamos ao que o Brasil era antes do governo do PT.

Como representante de uma escola de samba do Rio de Janeiro, você considera o Carnaval um movimento político?

Sim, o carnaval é muito mais do que é mostrado na avenida. Os projetos sociais que acontecem dentro da favela e são alimentados pelas escolas de samba, a arte que é feita na avenida… O Carnaval é um espelho do que é importante para a sociedade e é feito, em grande parte, por pessoas das comunidades. Então, sim, o carnaval é político.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna