Guilherme Amado

Interferência de Janja no caso Shein incomodou ministros de Lula

Após manifestação de Janja nas redes sociais, Ministério da Fazenda teve que recuar; atuação da socióloga incomodou ministros do governo

atualizado

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Foto colorida de mulher com terno vermelho e bandeira do brasil - Metrópoles - Janja
1 de 1 Foto colorida de mulher com terno vermelho e bandeira do brasil - Metrópoles - Janja - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A intromissão da primeira-dama Janja da Silva na taxação de Shopee, Shein e similares, incomodou ministros do governo, que não gostaram de ver o Ministério da Fazenda ter que recuar.

A participação de Janja no episódio aconteceu no dia 12 de abril, quando ela, atropelando a comunicação da Receita Federal e do Ministério Fazenda, respondeu a um perfil no Twitter dizendo que o fim da isenção seria só das empresas. A informação estava errada porque qualquer aumento terminaria sendo repassado para os consumidores.

Após a manifestação de Janja, o Ministério da Fazenda teve que recuar para endossar o que Janja disse, e influenciadores foram convocados pelo governo para tentar debelar a crise nas redes sociais, identificada por assessores de Janja, preocupados com os respingos na imagem da primeira-dama.

Por fim, Fernando Haddad anunciou um recuo e disse que, por orientação de Lula, não haveria mais a taxação. Entre ministros, ficou claro que o presidente foi convencido por Janja. E a Fazenda perdeu a chance de aumentar a receita, tarefa necessária para fazer o novo marco fiscal dar certo.

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