Hospital que negou aborto a criança no SC é vinculado ao MEC
O Hospital Universitário da UFSC é controlado por uma empresa pública vinculada ao MEC, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

O Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU), que negou o direito de aborto à criança de 11 anos estuprada em Santa Catarina, é vinculado ao Ministério da Educação.
O HU é controlado por uma empresa pública vinculada ao MEC, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
No Espírito Santo, o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, também controlado pelo MEC, foi o responsável por negar, em 2020, o aborto à criança de 10 anos grávida após ser estuprada pelo tio.
No caso da criança de Santa Catarina, o hospital mudou de posição após o Ministério Público Federal emitir uma recomendação para fazer o procedimento nos casos autorizados por lei, independentemente de autorização judicial, idade gestacional ou tamanho do feto.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApós ser alvo de duras críticas vindas da base de Jair Bolsonaro, a Ebserh emitiu uma nota alegando que segue os protocolos do Ministério da Saúde e disse também que o limite de idade gestacional “não significa recusa do procedimento ou recusa de assistência às pacientes”.
A afirmação, contudo, é contrária à primeira posição do hospital, que disse que só realizaria o procedimento com autorização da Justiça, uma vez que a gravidez já tinha atingido 22 semanas, duas a mais do que o limite estipulado pelo próprio hospital.





