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Guilherme Amado

Estudo do Senado aponta que internet ampliou chance de vício em aposta

Estudo da Consultoria Legislativa do Senado faz alertas sobre regulação de aspostas esportivas; Fazenda espera concluir proposta neste mês

05/04/2023 10:30, atualizado 05/04/2023 10:34
Getty Images
Estudo do Senado aponta que internet ampliou chance de vício em aposta

Um estudo da Consultoria Legislativa do Senado publicado em março apontou que a internet aumentou a chance de indução ao vício em apostas esportivas. O Ministério da Fazenda espera concluir uma proposta para formalizar esse mercado neste mês.

Os técnicos do Senado afirmaram que um dos pontos de risco ao vício é a facilidade em fazer apostas online.

“As redes sociais e os avanços da internet acessados por meio de smartphones aumentaram também a possibilidade de se induzir pessoas ao vício”, afirmou o documento, acrescentando: “Basta estar com um smartphone na mão. Antes da internet, apostas eram feitas em locais e horários específicos e exigiam um custo de transação (tempo de deslocamento, filas, horários fixos e custos monetários), o que servia de barreira para muitas decisões de se apostar”.

Outra ameaça apontada foi o uso de algoritmos para as empresas se aproveitarem de propensões ao vício e transtornos mentais.

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“Ao coletar dados dos apostadores ao longo do tempo, é possível gerar uma pontuação do apostador de forma a identificar aqueles mais propensos a apostar de forma recorrente, ou aqueles que apostam valores mais elevados, o que permite a manipulação do comportamento e das escolhas dos apostadores, por meio da personalização de promoções e bônus”.

De um lado, a Austrália foi citada como um exemplo de regulação em que o custo do governo superou o valor arrecadado com as taxações. Em 2014 e 2015, o estado de Victoria arrecadou 1,6 bilhão de dólares australianos, mas teve custos sociais de 6,97 bilhões de dólares australianos.

O Reino Unido, por sua vez, tomou medidas duras para evitar mais danos à saúde pública. Desde outubro do ano passado, proibiu que empresas usem jogadores profissionais, celebridades e influenciadores em propagandas ao público jovem. Também vetou qualquer apelo a crianças e jovens.