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Guilherme Amado

Dezenove servidores do Planalto receberam Auxílio Emergencial ilegal

Dezenove servidores lotados na Presidência da República receberam indevidamente, em 2021, parcelas do Auxílio Emergencial

28/04/2022 02:00, atualizado 02/05/2022 12:01
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Hugo Barreto/Metrópoles
auxilio emergencial governo federal

Dezenove servidores lotados na Presidência da República receberam indevidamente, em 2021, parcelas do Auxílio Emergencial.

Há indícios de irregularidade porque esses funcionários solicitaram o benefício mesmo sem cumprir as condições necessárias. De acordo com a medida provisória que estabeleceu os pré-requisitos, quem possui vínculo de emprego formal ativo não poderia receber o subsídio.

O levantamento que detalha as irregularidades na Presidência e nos demais órgãos do governo federal foi obtido pela coluna junto à Controladoria-Geral da União, por meio da Lei de Acesso à Informação.

“Foi realizado cruzamento de dados entre os beneficiários do AE 2021 e os agentes públicos federais cadastrados no SIAPE27 (sistema do governo federal), inclusive estagiários eventualmente registrados”, detalha o relatório de avaliação elaborado pela Secretaria Federal de Controle Interno.

Ao todo, aponta a auditoria, 2.737 servidores federais são suspeitos de receber o Auxílio Emergencial indevidamente. Esses funcionários foram contemplados com R$ 782 mil distribuídos em 3.976 parcelas.

O Auxílio Emergencial foi criado em 2020, por iniciativa do Congresso Nacional, para amenizar os impactos econômicos da pandemia de Covid-19 sobre a população desempregada ou de baixa renda. No início, as parcelas eram de R$ 600 mensais. Com o passar do tempo, o valor foi diminuindo.

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