Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Deputado ruralista aciona PF contra ato na sede da Aprosoja

Jerônimo Goergen é autor de um projeto de lei que pretende tipificar como terrorismo a ocupação de imóveis urbanos ou rurais

atualizado 14/10/2021 15:34

Prédio da Aprosoja em Brasília é alvo de ato contra Bolsonaro: "Agro é morte"Foto: Matheus Alves/Divulgação

O deputado Jerônimo Goergen, do PP do Rio Grande do Sul, enviou um ofício ao diretor da Polícia Federal, Paulo Maiurino, para que a corporação investigue o protesto organizado nesta quinta-feira (14/10) por movimentos sociais na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), em Brasília.

Goergen afirmou que a Aprosoja teve a sede invadida e vandalizada durante a manifestação. “É preciso identificar os invasores e, principalmente, os organizadores desse ato, punindo-os com total rigor”, diz o deputado no ofício.

Um dos expoentes da bancada ruralista no Câmara, o deputado é autor de um projeto de lei que pretende tipificar como terrorismo o “abuso do direito de articulação de movimentos sociais”. Entre as práticas listadas por Goergen estão as ocupações de imóveis urbanos ou rurais.

A sede da Aprosoja foi pichada com palavras de ordem contra o agronegócio e o presidente Jair Bolsonaro. Participaram da ação os movimentos que compõem a via campesina, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, em agosto, por ter se envolvido na organização dos atos antidemocráticos do 7 de Setembro.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna