Moraes quer saber se R$ 505 mil de prefeito foram repasse da Aprosoja para financiar 7/9

A suspeita é de uso de recursos públicos via entidade para financiar protestos de 7 de Setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro

atualizado 06/09/2021 22:01

Alexandre de Moraes Daniel Ferreira/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta segunda-feira (6/9) uma apuração para saber se os R$ 505 mil encontrados com o prefeito Gilmar Alba (PSL), de Cerro Grande do Sul (RS), seriam originários da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja).

A entidade se tornou alvo depois que Antônio Galvan, presidente da Aprosoja Brasil e ex-presidente da Aprosoja de Mato Grosso, passou a ser investigado como um dos possíveis financiadores das manifestações em defesa do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

“Tem-se por necessário, de início, a oitiva do mandatário, para que possa prestar esclarecimentos sobre a origem e o destino do numerário com ele apreendido”, diz trecho do documento.

O dinheiro ao qual o ministro se refere foi encontrado enquanto o prefeito gaúcho estava no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 26 de agosto. Os R$ 505 mil estavam escondidos em caixas de papelão dentro de sua bagagem de mão. Suspeita é de que dinheiro seria utilizado para financiar manifestações pró-Bolsonaro convocadas para 7 de Setembro.

Outro lado

Em nota, a Aprosoja-MT afirmou que jamais financiou, apoiou ou convocou pessoas para manifestações agendadas para esta terça, quando se comemora a Independência do Brasil.

“A entidade preza pelos preceitos legais e constitucionais, e já está disponibilizando toda documentação solicitada, pois é a principal interessada no esclarecimento dos fatos, já que nada tem a esconder da sociedade e principalmente dos seus associados”, diz o texto.

A explicação vem após cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede na associação pela Polícia Federal. Na ocasião, foram coletados documentos para apurar suspeita de que recursos foram utilizados para financiar manifestações em defesa de Bolsonaro.

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