Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Deputado propõe honraria a empresa acusada por CPI de emitir fake news

O bolsonarista Márcio Gualberto, do Rio de Janeiro, propôs que o site Brasil Paralelo receba a mais alta honraria da Assembleia Legislativa

atualizado 17/05/2022 13:43

O deputado estadual bolsonarista Márcio Gualberto, do Rio de Janeiro, propôs que o site Brasil Paralelo receba a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa, a Medalha Tiradentes.

No auge da pandemia, o Brasil Paralelo foi apontado pela CPI da Covid como um canal de desinformação e disseminação de notícias falsas.

No relatório final da comissão parlamentar de inquérito, o site consta no “Núcleo de produção e disseminação” de fake news, juntamente com outras páginas na internet e influenciadores, como o blogueiro Allan dos Santos.

Esta não é a primeira vez que o site demonstra proximidade com parlamentares bolsonaristas. Durante as apurações da CPI, diretores do portal fizeram pressão para que senadores governistas interviessem para a retirada do Brasil Paralelo da lista de investigados. Apesar da mobilização da tropa de choque do Planalto, o portal apareceu, no relatório final, como um dos principais disseminadores de fake news na pandemia.

A Comissão de Normas Internas e Proposições Externas da Alerj emitiu parecer favorável à concessão da honraria.

(Atualização às 13h45 de 17 de maio de 2022: Em nota à coluna, a Brasil Paralelo disse que “nada de irregular foi encontrado pela CPI da Covid” e que a empresa não foi indiciada. Negou também que o portal tenha pressionado senadores governistas para intervirem na retirada do Brasil Paralelo da lista de investigados. “A Brasil Paralelo se colocou à disposição para esclarecer toda e qualquer informação. Nenhum indício de fake news ou irregularidade foi encontrado durante as investigações da CPI, fato que motivou a recente determinação de destruição de quaisquer dados da empresa junto à Comissão”, disse a nota. A empresa alegou também que não recebe recursos públicos e que toda a receita “advém da venda de assinaturas”.)

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