Senadores cobram ação de Aras sobre o relatório da CPI da Covid
Randolfe Rodrigues afirmou que aguardará até 27 de novembro para que PGR esclareça se tomou providências sobre relatório da CPI da Pandemia

São Paulo – Em uma nova frente de investigações abertas no Ministério Público de São Paulo, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Simone Tebet (MDB-MS) e Renan Calheiros (MDB-AL) endureceram nesta quarta-feira (10/11) as cobranças de ação ao procurador-geral da República, Augusto Aras.
Randolfe falou até que o Senado poderia discutir o impeachment de Aras, caso ele não faça esclarecimentos sobre quais medidas tomou para investigar os fatos denunciados no relatório final da CPI da Covid. O Senado considerou que há indícios de crimes contra a saúde pública e contra a humanidade, entre outras violações do Código Penal.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasAo falar com jornalistas na sede do Ministério Público de São Paulo, Randolfe explicou que a conduta de Aras vai ser analisada a partir do dia 27 de novembro, quando completará um mês que Aras recebeu o documento elaborado pela CPI.
“Se em 27 de novembro a única providência for investigação preliminar, vamos convocar Aras a prestar esclarecimento no Senado”, afirmou Randolfe.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo ser questionado se o Senado poderia adotar outras medidas em relação a Aras caso ele não preste tais esclarecimentos, Randolfe falou que caberia ao Senado analisar até o eventual impeachment do procurador-geral da República.
“Saberemos tomar providências caso, se convocado, o senhor Aras não compareça. Impeachment do PGR é uma das possibilidades que assiste ao Senado”, afirmou.
O senador Omar Aziz, que presidiu a CPI da Pandemia, também cobrou Aras a responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pelos fatos denunciados na CPI, que os parlamentares entendem serem criminosos.
“Aras pode muito, mas não pode tudo. Se o Ministério Público brasileiro entender que ele (Bolsonaro) é um santo, vou pedir pro Aras levar ele para morar na casa dele”, ironizou Aziz.
“Ele (Bolsonaro) é criminoso e tem que pagar. É criminoso confesso, porque até hoje é negacionista, defende imunização de rebanho, desrespeita leis e provoca aglomeração”, acrescentou.



