Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Delegado da PF critica nota sobre assassinato de Dom e Bruno

Jorge Barbosa Pontes, delegado aposentado da PF, disse que a corporação age de forma precipitada ao dizer que não houve mandante no crime

atualizado 17/06/2022 15:03

Policiais federais carregam o caixão com os restos mortais do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, encontrados ontem na Amazônia Igo Estrela/Metrópoles

O delegado aposentado da Polícia Federal Jorge Barbosa Pontes, ex-chefe da Interpol no Brasil, criticou nesta sexta-feira (17/6) a nota em que a corporação diz que não houve mandante nos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo.

“Como pode, nesse estágio (um dia depois de encontrados os remanescentes humanos das vítimas), a PF concluir categoricamente sobre se houve mandante ou não, se ainda não ouviu e nem chegou a todos os envolvidos no duplo-homicídio?”, disse Pontes.

“Essa nota é precipitada”, afirmou o delegado “Era melhor não ser categórico em relação a mandante ou conexões. Nesse momento é prudente dizer tão somente que as investigações estão prosseguindo.”

Pontes atuou na Operação Lava Jato e escreveu o livro “Crime.gov: Quando corrupção e governo se misturam”. Ele compartilha a autoria da obra com Márcio Anselmo, outro ex-delegado da Lava Jato.

A PF informou nesta sexta que as investigações estão em andamento e que há indicativos da participação de mais pessoas nos assassinatos, mas disse que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

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