Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Ministro da Justiça esteve nos Estados Unidos em evento com foragido

Ministro alegou que Allan dos Santos não é considerado "foragido internacional" e que não poderia decretar prisão nos EUA 

atualizado 13/06/2022 16:30

Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública, é convidado a prestar esclarecimentos sobre morte de crianças da etnia Yanomami por ação de garimpeiros na CâmaraIgo Estrela/Metrópoles

O ministro da Justiça, Anderson Torres, participou de uma missa em Orlando, nos Estados Unidos, que contou com o ativista Allan dos Santos na plateia. O militante bolsonarista está foragido da Justiça brasileira desde outubro do ano passado.

Allan dos Santos publicou vídeo no Instagram com Bolsonaro participando da cerimônia. Torres é visto ao fundo no mesmo palco, vestindo colete caqui.

O militante esteve na motociata que Bolsonaro organizou em Orlando.

No Twitter, Torres respondeu a uma postagem do deputado Alencar Santana, do PT de São Paulo, que o acusava de cometer o crime de prevaricação.

“Caso queira, posso poupar seu trabalho, pois as premissas são falsas. Não consta o nome do “foragido” na difusão vermelha da Interpol, portanto, na verdade, ele não é foragido. Alerto também que eu e o PR não temos poder de polícia nos EUA”, afirmou o ministro.

Apesar de o ministro do STF Alexandre de Moraes ter determinado a inclusão de Allan dos Santos na lista de procurados da Interpol e a sua extradição, o processo, que depende da atuação do Ministério da Justiça, se arrasta.

A delegada Silvia Amelia, que pediu a extradição de Allan dos Santos quando estava na chefia do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), foi exonerada do cargo em novembro de 2021. A delegada Priscila Santos Campelo Macorin é a atual diretora do DRCI.

O governo brasileiro nega estar dificultando o processo de extradição.

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