Guilherme Amado

Defensoria aponta possíveis crimes de guerra da Rússia na Ucrânia

Nota técnica pede monitoramento de possíveis crimes de guerra da Rússia na invasão da Ucrânia; posição contrasta com a de Bolsonaro

atualizado

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Emin Sansar/Agência Anadolu via Getty Images
Vistas da cidade de Irpin, noroeste de Kiev, incêndio ocorreu em assentamentos após ataques russos em curso na Ucrânia, em Irpin
1 de 1 Vistas da cidade de Irpin, noroeste de Kiev, incêndio ocorreu em assentamentos após ataques russos em curso na Ucrânia, em Irpin - Foto: Emin Sansar/Agência Anadolu via Getty Images

A Defensoria Pública da União (DPU) pediu o monitoramento internacional da “possível prática de crimes de guerra” cometidos pela Rússia ao invadir a Ucrânia. A nota técnica foi assinada na sexta-feira (4/3) e enviada à Missão Permanente do Brasil na ONU, ao Itamaraty e ao Congresso.

A postura do órgão contrasta com a de Jair Bolsonaro e do Itamaraty, que têm evitado se posicionar e criticar a Rússia.

“A DPU condena a recente invasão [russa] ao seu território por meio de agressão armada”, disse a nota técnica assinada pelo defensor nacional de Direitos Humanos da DPU, André Ribeiro Porciúncula, e o subdefensor público-geral-federal, Jair Soares. No documento, o órgão apontou que crimes contra a humanidade incluem “ataques generalizados ou sistemáticos contra qualquer população civil”.

“As condutas já amplamente divulgadas possivelmente configuram crimes de guerra que merecem monitoramento internacional para posterior responsabilidade internacional do país agressor e do ordenador do ataque”, afirmou, mencionando “ataque sistemático a instalações civis”, incluindo prédios residenciais.

O texto disse ainda que o Brasil abriga a maior comunidade ucraniana da América Latina, com até 600 mil ucranianos e descendentes. A maioria está no Paraná. Ainda segundo o documento, a DPU tem buscado obter vistos humanitários para ucranianos e repatriar brasileiros que estão no país europeu invadido pela Rússia.

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