Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Comissão de Ética do PT recebe ação contra Quaquá por xingar militante

Vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá participava de um debate quando xingou um militante do partido de "bolsonarista de merda"

atualizado 07/01/2022 11:35

Facebook/Reprodução

A Comissão de Ética do PT recebeu na quarta-feira (5/1) uma representação que pede para o vice-presidente do partido, Washington Quaquá, ser punido por ofender um militante durante um debate organizado com filiados petistas no dia 11 de novembro, por meio de videoconferência.

As ofensas foram dirigidas a Olavo Brandão, um integrante da Executiva do PT do Rio de Janeiro. Olavo fez uma fala criticando alianças que o partido busca fora da esquerda, como a negociação para Geraldo Alckmin ser o vice de Lula na eleição presidencial. Quaquá divergiu do petista e afirmou que “fazer blá blá blá sentado no carpete ou numa sala de universidade é fácil”.

Olavo respondeu à provocação afirmando que Quaquá era “o dirigente do Rio de Janeiro que mais tempo passa na Europa”. O vice-presidente do PT interrompeu a fala do militante com xingamentos de “bolsonarista de merda” e “fake news de merda”. “Se eu vou para a Europa, não é com dinheiro público e nem com o seu”, disse Quaquá.

“O Lindbergh [Farias], que é o seu chefe, se elegeu com o [Sérgio] Cabral. Eu tirei o PT do governo Cabral na minha gestão”, prosseguiu Quaquá, referindo-se ao ex-senador petista que hoje é vereador no Rio de Janeiro. Ele saiu do debate após disparar outros palavrões.

A representação feita por Olavo foi encaminhada pela secretaria-geral do PT à Comissão de Ética, que agora terá de analisar o conteúdo para definir se aplica ou não uma punição ao vice-presidente. A decisão da comissão precisará ser referendada pela Executiva Nacional do partido.

À coluna, Olavo disse que enviou a representação à direção do PT no dia 14 de novembro e que espera a suspensão de Quaquá do partido. Ele afirmou que as falas recentes do dirigente sobre a ex-presidente Dilma Rousseff são uma agravante para o caso. “Temos que dar um sinal para dentro e para fora. Um dirigente com o cargo que ele ocupa não pode tratar companheiros da maneira que ele trata. Primeiro foi comigo, agora foi com a Dilma”, afirmou.

Procurado, Quaquá disse que não iria se pronunciar. “Não comento atitude de um imbecil, de um idiota como esse assessor do Lindbergh”, afirmou.

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