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Guilherme Amado

Bolsonaro não indicou representante em Fórum de Afrodescendentes da ONU

Fórum tem intuito de melhorar a vida da população negra

17/04/2022 11:00
Michael M. Santiago/Getty Images
Assembleia Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização. Na foto, uma vista ampla do salão de votação com representantes de diversos países Lula ONU - Metrópoles

O Brasil não tem um representante no Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU, criado com o intuito de melhorar a vida da população negra. O fórum foi criado em 2021 após uma deliberação da Assembleia Geral.

O grupo tem dez integrantes, dois por continente. O Brasil, que é, segundo o IBGE, o segundo maior em população afrodescendente, não apresentou um candidato para o fórum até hoje. A indicação deveria ter sido feita pelo governo Bolsonaro desde o ano passado.

Os membros atuam junto com o Conselho de Direitos Humanos da ONU e tem, dentre suas funções, promover a total inclusão política, econômica e social dos afrodescendentes nas sociedades em que vivem e contribuir para a elaboração de uma declaração da ONU sobre os direitos dos afrodescendentes.

No último mês, a deputada estadual do PSol do Rio de Janeiro Renata Souza levou uma série de questões enfrentadas pela população negra do Brasil para um dos integrantes do fórum, o advogado americano Justin Hansford.

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Howard, que é professor de direito na Universidade Howard, a primeira faculdade para negros dos Estados Unidos, lamentou, segundo a deputada, a ausência do Brasil no fórum. Contudo, prometeu a Souza relatar as questões apresentadas por ela.

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