Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Aliados de Eduardo Leite agora miram no presidente do PSDB-SP

Grupo que protocolou denúncia contra filiações em São Paulo espera que Bruno Araújo abra uma ação contra Marco Vinholi no conselho de ética

atualizado 03/11/2021 16:46

Governo do estado de São Paulo/Divulgação

Representantes dos diretórios do PSDB que denunciaram as filiações de 92 prefeitos e vice-prefeitos em São Paulo pretendem mirar os canhões contra Marco Vinholi, presidente do diretório paulista e secretário de Desenvolvimento Regional do governo de João Doria.

Os aliados de Eduardo Leite afirmam que a denúncia inicial pedia a punição dos responsáveis pelas filiações no conselho de ética do partido. Eles esperam que o presidente nacional, Bruno Araújo, se posicione em relação ao assunto em breve.

A comissão de prévias do PSDB aceitou a acusação de que as filiações dos gestores foram registradas na sigla com datas retroativas à assinatura das fichas e anulou o direito ao voto dos 92 tucanos. A decisão, no entanto, não faz menção à prática de irregularidades ou fraudes por parte do diretório paulista.

Araújo não sinalizou o que pretende fazer em relação ao pedido dos aliados de Leite. Ao menos por enquanto, o grupo ligado ao governador gaúcho não quer pressionar o presidente a se manifestar.

Entre os aliados de João Doria, o cerco contra Vinholi foi interpretado como mais uma estratégia eleitoral de Leite. Após a decisão da comissão, Vinholi entrou com uma representação para que sejam suspensos 34 filiados dos diretórios do Rio Grande do Sul, da Bahia e de Minas Gerais que também teriam sido cadastrados no sistema do PSDB com datas retroativas. A estratégia dos auxiliares de Leite seria uma forma de tirar o foco dessa acusação, segundo a campanha de Doria.

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui.

Siga a coluna no Twitter e no Instagram para não perder nada.

Mais lidas
Siga as redes do Guilherme Amado
Últimas da coluna