
Guilherme AmadoColunas

Afastar Ribeiro seria “aceitar existência de corrupção” para Bolsonaro
Jair Bolsonaro tem sido pressionado a afastar o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, alvo da PGR
atualizado
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Jair Bolsonaro não queria afastar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, suspeito de participar de um esquema de propina com pastores, porque para ele significaria “aceitar a existência de corrupção” em seu governo.
O presidente não acredita que Ribeiro tenha cometido crime, mas está sendo pressionado a afastar o pastor do cargo por aliados do Centrão e da bancada evangélica.
Segundo fontes próximas ao presidente, ele está “tranquilo porque sabe da integridade do ministro”, mas ministros do Centrão e líderes da bancada evangélica vêm pressionando Bolsonaro sobre o desgaste que as denúncias representam tanto para o governo, quanto para os evangélicos.
Conforme a coluna revelou, Ribeiro discutiu sua licença da pasta com Bolsonaro neste fim de semana. O ministro quer um tempo para se defender das acusações de participação em propina.














![“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma Ribeiro em conversa gravada. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, declarou o então ministro “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma Ribeiro em conversa gravada. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, declarou o então ministro](https://i.metroimg.com/Zd7f8oZAQ4HERYpv4ywYLoyO4FqZuFTSTYnBBUnzNis/w:1200/q:85/f:webp/plain/https://images.metroimg.com/2022/03/24095104/Foto-Milton-Ribeiro-Ministro-Educacao-no-governo-Bolsonaro-10.jpg)