Guilherme Amado

Advogada de Flávio Bolsonaro faz livro sobre esquema ilegal na Receita

Juliana Bierrenbach, que defende o senador Flávio Bolsonaro, denuncia a existência de uma organização criminosa na Receita Federal

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
1 de 1 Superintendência da Receita Federal, em Brasília. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A advogada Juliana Bierrenbach, que representa Flávio Bolsonaro, prepara um livro sobre a existência de uma organização criminosa na Receita Federal capaz de vasculhar dados sigilosos de contribuintes para preparar dossiês, com objetivos financeiros e econômicos.

Bierrenbach foi a integrante do time de defesa de Flávio que formulou a denúncia feita em agosto de 2020 a Jair Bolsonaro, em reunião em que foi explicada ao presidente a tese de que a origem do caso Queiroz estaria no vasculhamento ilegal de dados tributários do então deputado estadual. Esse acesso sem autorização teria sido feito para enviar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações que constavam do relatório financeiro que deu origem a todo o caso por mostrar transações suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Bierrenbach já concluiu um artigo para o Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio) sobre o tema. Nem nesse texto nem no futuro livro Bierrenbach irá tratar do caso de Flávio Bolsonaro.

Em 2020, após a coluna revelar o caso, Bierrenbach e os advogados Luciana Pires e Rodrigo Rocca, que também defendem o senador, apresentaram uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República sobre o tema, mas a PGR nunca comunicou o que disse sobre a acusação.

(Atualização, às 15h de 21 de janeiro de 2022: Após a publicação da nota, Bierrenbach entrou em contato com a coluna e disse que o caso da Receita será tratado lateralmente. “A pesquisa é técnica, elaborada em ambiente acadêmico, ainda está em fase inicial, e o meu conhecimento sobre o tema é embrionário e precisa ser sedimentado. A pesquisa é sobre proteção de dados no âmbito da investigação criminal e da segurança pública e o problema da Receita é abordado como estudo de caso”, afirmou.)

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